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Entre telas e conexões reais: o desafio da saúde emocional na infância e adolescência

  • 12 de mai.
  • 2 min de leitura

Para nossa psicóloga Marta Alves, o equilíbrio entre o universo digital e as experiências reais é essencial para um desenvolvimento mais saudável O avanço da tecnologia e a presença cada vez mais precoce de dispositivos digitais na rotina de crianças e adolescentes têm despertado atenção entre especialistas em saúde mental, educadores e famílias. O tema vem ganhando espaço dentro e fora das escolas, especialmente diante do aumento de situações relacionadas à ansiedade, dificuldades de concentração e mudanças no comportamento social entre os mais jovens.


Para nossa psicóloga do Ensino Fundamental Anos Iniciais e especialista em neuropsicologia, Marta Alves, o cenário atual representa um dos grandes desafios da educação contemporânea. Segundo ela, mesmo com medidas adotadas no ambiente escolar, o cuidado precisa continuar também fora dele.


“Mesmo com a proibição de celulares nos colégios, o desafio é grande no restante do dia. Crianças e adolescentes já nasceram em um universo diferente do nosso. Gerações passadas tiveram a experiência na infância de brincadeiras livres como a principal fonte de entretenimento. Hoje, quem nasceu a partir de 2010 vive em um universo completamente diferente”, afirma.


De acordo com Marta, a forma como crianças e adolescentes interagem com o mundo digital pode impactar diretamente o desenvolvimento cognitivo, emocional e social.

“A gente precisa se atentar, porque toda essa rotina, essa cultura das telas vai moldar a maneira que as nossas funções vão se desenvolver. Esse é o principal alerta que a gente trabalha com os pais, para que possamos ter resultados diferentes”, destaca.


O debate sobre o uso excessivo de telas ganhou ainda mais força nos últimos anos com a popularização do livro Geração Ansiosa, obra que discute os efeitos da hiperconectividade na infância e adolescência e que também influenciou discussões recentes sobre a presença de celulares no ambiente escolar.


“Ele traz dois conceitos importantes da geração atual: uma superproteção no mundo real e uma subproteção no mundo virtual. Batemos muito nessa tecla nas reuniões com as famílias”, explica.


No Colégio Fazer Crescer, o acompanhamento do desenvolvimento emocional dos alunos faz parte de uma proposta educativa que valoriza a formação integral, considerando não apenas os aspectos acadêmicos, mas também o equilíbrio emocional, social e relacional das crianças e adolescentes.


Para Marta Alves, um dos principais desafios da atualidade é evitar que as telas ocupem o lugar central nas experiências da infância. A orientação às famílias é incentivar atividades ao ar livre, momentos de convivência presencial, brincadeiras, esportes e experiências que fortaleçam vínculos reais.


“É sempre um grande desafio fazer com que a tela não ocupe esse lugar central, mas esse equilíbrio é fundamental para um desenvolvimento mais saudável”, conclui.

 
 
 

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